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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ordenação do diácono Ivan


“Ser padre é um desafio que vale a pena!”
Na manhã deste sábado, dia 13/10,  D. Pedro Cunha Cruz ordena presbítero Ivan de Souza Carvalho

No último sábado, dia 13 de outubro, fiéis e clero das diversas comunidades que formam a diocese de Campanha se reuniram na Catedral Santo Antônio para, celebrarem a ordenação presbiteral do diácono Ivan sob a imposição de mãos de Dom Pedro Cunha Cruz. Estiveram presentes sobretudo fiéis da terra natal do ordenando e das diversas cidades por onde Ivan realizou estágio pastoral, além dos campanhense.







A comunidade da sé diocesana se preparou desde cedo já era possível perceber a mobilização para acolher os visitantes. O Conselho Pastoral Paroquial organizou um café, por meio de doações de diversas famílias, e ofereceu a infraestrutura necessária para aqueles que estavam visitando a cidade.




O rito de ordenação
A ordenação sacerdotal é realizada dentre da celebração eucarística. O presbiterado, segundo grau do ministério da Ordem também é denominado também por sacerdotal. Segundo o Pontifical Romano, a ordenação presbiteral é constituída por seis partes: eleição do candidato; homilia; propósito do eleito; ladainha; imposição das mãos e prece de ordenação; unção das mãos e entrega da patena e do cálice.




Após a proclamação do Evangelho é realizada a Eleição do Candidato. Um diácono chama o ordenando. O candidato coloca-se de pé diante do bispo. Em seguida, um presbítero pede ao bispo para que ordene o irmão para a função de presbítero. O bispo, então, interroga se o candidato é digno deste ministério. O presbítero responde, que após ter averiguado junto ao povo de Deus e ouvido os responsáveis, com convicção declara ser testemunha de que este candidato foi considerado digno. Em seguida, o bispo dirige ao ordenando e aos fiéis sua homilia.




Dando sequência ao rito de ordenação, após a homilia, o diácono que será ordenado, responde aos seguintes questionamentos feitos pelo bispo: queres, pois, desempenhar sempre a missão de sacerdote no grau de presbítero, como fiel colaborador da Ordem episcopal, apascentando o rebanho do Senhor, sob a direção do Espírito Santo?; Queres, com dignidade e sabedoria, desempenhar o ministério da palavra, proclamando o Evangelho e ensinando a fé católica?; Queres celebrar com devoção e fidelidade os ministérios de Cristo, sobretudo pelo sacrifício eucarístico e o sacramento da reconciliação, para o louvor de Deus e santificação do povo cristão, segundo a tradição da Igreja?; Queres implorar conosco a misericórdia de Deus em favor do povo a ti confiado, sendo fielmente assíduo ao dever da oração?; Queres unir-te cada vez mais ao Cristo, sumo Sacerdote, que se entregou ao Pai por nós, e ser com ele consagrado a Deus para salvação da humanidade?

O ordenando, ao responder “Quero” para cada uma das perguntas, afirma publicamente o propósito de aceitar esses encargos. Em seguida, o eleito ajoelhado põe suas mãos postas entre as do Bispo, e, esse interroga: “Prometes respeito e obediência ao Bispo diocesano e ao teu legítimo superior?”; Eleito: “Prometo”; O bispo conclui dizendo: “Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais à perfeição”.  Na sequência é realizada a Ladainha de Todos os Santos: todos os fieis se ajoelham e o ordenando se prostra diante do altar.









Prosseguindo, é realizada a imposição de mãos e a prece de ordenação (também chamada de oração consecratória). Em silêncio, o bispo impõe as mãos sobre o ordenando. O gesto é realizado por todos os presbíteros presentes. Depois do longo silêncio, o bispo reza a oração da ordenação, na qual são citadas as principais tarefas do sacerdote. Nessa oração é lembrada a relação dos setenta mais velhos com Moisés. O sacerdote é descrito principalmente como colaborador do bispo, instrutor da fé e divulgador da palavra de Deus.

A última parte do Rito de Ordenação apresenta os símbolos que indicam o ministério sacerdotal da Ordem. Terminada a Prece de Ordenação, o eleito, com o auxílio de um ou dois presbíteros, é revestido com a estola sacerdotal e a casula. Em seguida, de joelhos, a palma das mãos do ordenado é ungida pelo bispo com o óleo do santo Crisma. Logo após, o bispo amarra as mãos do ordenado, e, onde for costume, é desamarrada por quem receberá a primeira bênção sacerdotal. Na ordenação de sábado receberam a primeira bênção os pais do pe. Ivan. Em seguida, os fiéis trazem o pão na patena, e o vinho e a água no cálice, para a celebração da Missa. O diácono os recebe e entrega ao bispo, que os entrega ao Ordenado. Por fim, como sinal alegre de acolhimento ao neossacerdote, o bispo e o colégio dos presbíteros presentes o abraçam. Segue, então, a liturgia eucarística, onde o ordenado exerce, pela primeira vez, o seu ministério, concelebrando-a com o bispo e os outros membros do presbitério.

















O neossacerdote Ivan de Souza Carvalho
Pe. Ivan nasceu em Cruzília, mas criou raízes em Serranos. Nasceu no dia 20 de março de 1991. É filho de Maria da Penha e Jair Amâncio e irmão de Bruna e Douglas. Na paróquia N. Sra. do Bom Sucesso, em Serranos, recebeu os sacramentos de iniciação cristã. Aos pés da virgem do Bom Sucesso, sentiu-se chamado para o seguimento de Jesus no Sacerdócio, em meio às atividades paroquiais que desenvolvia . Realizou os encontros vocacionais e ingressou no Seminário Propedêutico São Pio X no ano de 2010. O curso de filosofia foi realizado no Seminário Nossa Senhora das Dores de 2011 a 2013. O curso de Teologia foi na Faculdade Católica de Pouso Alegre, residindo na COTESC, Comunidade Teológica Senhora do Carmo, entre os anos de 2014 e 2017. Ivan realizou estágio pastoral nas paróquias Sagrado Coração de Jesus (Cotia), em Três Corações, Nossa Senhora dos Remédios em Caxambu, Nossa Senhora do Carmo em Carmo de Minas, São Lourenço Mártir, em São Lourenço. Em 29 de dezembro de 2017, o seminarista Ivan foi enviado à Paróquia de São Pedro, em Almenara, norte de Minas Gerais, para uma experiência missionária, durante 34 dias. Ao retornar, passou a residir, durante 2 meses, no palácio episcopal São José com D. Pedro. Ao mesmo tempo deu início ao estágio pastoral na paróquia São João Nepomuceno, em Nepomuceno, aos fins de semana. Foi ordenado diácono no dia 7 de abril de 2018 na matriz de N. Sra. Bom Sucesso pela imposição de mãos de D. Pedro. Desde então passou a residir definitivamente em Nepomuceno. Pe. Invan continuará exercendo seu ministério, agora como presbítero, na paróquia S. João Nepomuceno.  

Lema de ordenação
Pe. Ivan escolheu como lema para sua ordenação: “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo”, retirado do diálogo de Pedro com jesus, às margens do Mar da Galileia, presente no Evangelho de João, capítulo 21.

Homilia
Caro Diácono Ivan, a Igreja quer e precisa de bons pastores. Os pastores bons são aqueles que estão no único Pastor, como dizia Santo Agostinho. Os pastores bons não faltam, mas estão no único Pastor. Os que estão divididos são muitos. Mas aqui falamos de um só pastor, porque se quer valorizar a unidade. Tal unidade é tão necessária hoje. Quando um bom pastor apascenta, é Cristo que apascenta. É isto que Jesus pede a Pedro hoje no Santo Evangelho. Amar e apascentar as ovelhas significa também ira em busca das ovelhas que não estão no nosso redil. Estas precisam ser também alcançadas, a fim de que haja um só rebanho e um só Pastor (Jo 10, 16). Faça ouvir através de seu ministério a voz do Único e Bom Pastor. Para tanto, será necessário oferecer diariamente a sua vida no serviço generoso ao povo de Deus, em sua incansável obra pastoral e a riqueza de seu coração, que conformado com Cristo e alimentado pela amizade com Ele, pulsa pelas necessidades e expectativas deste mesmo povo e por ele se despende totalmente, ás vezes até no meio de notáveis dificuldades, desafios e incompreensões.

[sobre o Evangelho da celebração, que menciona o lema sacerdotal] No diálogo de jesus com Pedro, percebemos também um certo contraste entre a fraqueza de Pedro e a tarefa que Jesus lhe confia. Pedro é consciente que é rocha e pastor por mera graça, não por mérito seu. A sua força e solidez vem do Senhor; elas exigem, como também em nós, humildade e fé. Jesus lê a fraqueza de Pedro na insegurança das duas primeira respostas. Dado que sua resposta  não é presunçosa, Cristo confia a ele as suas velhas. “Apascenta as minhas ovelhas” significa o dom total de si. O serviço total assumido por Pedro indica que agora não importa mais a sua própria vontade, mas a do seu Senhor. A trajetória de sua vida será o destino do seu Pastor. É o Espírito que nos leva em frente a entender quem é jesus e a atender à sua vontade. Não se preocupe, pois Ele sempre nos lea por caminhos seguros. “Deus é sempre novidade, que nos impele a partir sem cessar e a mover-nos para ir mais além do conhecido” (Gaudete et Excultate, n. 135)



Ser padre é um desafio que vale a pena, mesmo neste mundo tão complexo em que vivemos. Deus é muito bom e Nossa Senhora nos protege. E quando as coisas estão um pouco difíceis, invoquemos a sua intercessão materna de Maria, pois devemos caminhar sob o mando da Santa Mãe de Deus, sub tuum præsidium.




Texto: PASCOM - Paróquia Santo Antônio - Campanha
Reportagem fotográfica completa na fan page: https://www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg/

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo 2018



Venham, venham todos para a ceia do Senhor!
Paróquia Santo Antônio celebra Solenidade dos Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo


“Venham, venham todos para a ceia do Senhor!” Com este verso entoado no canto de entrada da missa solene do dia dedicado aos Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo, que foi o hino do Congresso Eucarístico Nacional realizado em Campinas no ano de 2001, a paróquia Santo Antônio, sé diocesana, congregou fieis devotos durante esta quinta-feira, dia 31 de maio, dia dedicado à devoção à sagrada Eucaristia.

O histórico
A solenidade dos Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo, popularmente chamada de Corpus Christi é a manifestação pública dos católicos na presença real de Jesus na Eucaristia. Junto com a procissão que acontece no domingo de Ramos, são as únicas procissões que são prescritas, ou seja, recomendadas, pela Igreja. O Santíssimo Sacramento percorre as ruas da cidade em duas ocasiões: no domingo de Páscoa e na procissão de Corpus Chriti.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Em 11/08/1264 o Papa Urbano IV aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração.  Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.



Tradição popular
Dessa devoção à Santíssima Eucaristia, nasceu a tradição de se fazer os tapetes de rua. Vários lugares do Brasil mantêm essa tradição. Em algumas cidades, o tapete é confeccionado para a procissão da Ressurreição do Domingo de Páscoa. Em outros, é feito para a procissão de Corpus Christi. E junto com a confecção de tapete, os moradores das casas por donde passa a procissão também participam enfeitando suas janelas com colchas, toalhas e flores em respeito ao Santíssimo Sacramento.



A procissão em Campanha
Há alguns anos, a procissão do Corpus Christi é realizada ao redor da praça Dom Ferrão. Esse ano, com a promessa da reforma da praça pela prefeitura, a paróquia alterou o trajeto. A procissão encurtou para o entorno do Catedral, passando pelas ruas João Luiz Alves, Dom Inocêncio e Virgílio de Melo Franco.

Este ano a paróquia voltou a convidar as escolas da cidade para participar. E quase todas aceitaram o convite. Como tradição popular, a confecção dos tapetes deve sempre ter a continuidade de passar para novas gerações, envolver cada vez mais pessoas.









A funcionária da Escola São João/Coopercamp, Jussara Oliveira fez questão de dar o seu depoimento: “De verdade, fiquei muito satisfeita com a inserção da escola nesse trabalho. Em todo trabalho, acredito que o mais importante seja a motivação. O impulso que nos leva a agir para alcançar um objetivo. A motivação, neste caso, foi extremamente sermos agradecidos pelo convite da paróquia e tentarmos fazer muito bem feito em prol da aclamação ao motivo religioso. Ficamos muito alegres com a participação em massa dos alunos. Em todos os projetos sociais, a nossa motivação, o que queremos para todos os alunos, é que possam desenvolver o melhor de si, aprender a viver, aprender a criar, produzir saberes, relacionarem se com os diferentes, com os iguais, enfim, serem felizes. Acredito que todos nós tivemos um momento muito feliz ontem durante a confecção e mais uma vez chegamos à conclusão de que juntos somos mais fortes. O papel de cada um foi essencial. Ter alunos, diretores, pais, professores, amigos, paroquianos, comunidade geral, todos reunidos com boa motivação num processo de colaboração mútua, com certeza vivenciamos Jesus em nossos corações”. Conforme informação da escola, cerca de 30 alunos participaram da confecção do quadro e da passarela da Escola São João.

A celebração
Para o dia de Corpus Christi, a paróquia programou 3 missas, 7h, 10h e 15h, sendo esta a missa solene com procissão. Na missa vespertina, os fiéis compareceram em massa. A celebração foi presidida pelo Pe. Wendel de Oliveira Rezende, vigário paroquial e magnífico reitor do seminário propedêutico São Pio X. Animou a celebração, o Coral Catedral. Participaram da celebração os seminaristas do propedêutico, coroinhas, ministros da comunhão e a irmandade do Santíssimo Sacramento





Em sua homilia, pe. Wendel destacou a importância das espécies eucarísticas: “Deus deu aos seres humanos a inteligência para que se plantasse o seu alimento e colher sua produção no tempo oportuno. E assim, possibilitar que homem usufruísse de uma alimentação mais saudável. E, sem sombra de dúvidas, meus irmãos e irmãs, entre as plantas mais importantes para a sobrevivência humana está o trigo: a matéria prima do pão; que é feito do cereal que nutre e sustenta. Pão que purifica os exageros da carne. Pão que exercita a paciência do ser humano no plantio e na colheita do trigo, no preparo da farinha, da massa e do fermento. Como também no cozimento ao forno. Pão que conduz a Deus, uma vez que é sinal de partilha entre os filhos e filhas do Senhor. O vinho, por sua vez é produto da nobreza o fruto abençoado da videira, que desde a antiguidade encantou imperadores, nobres e o homem simples do Povo com a sua doçura e com o líquido proveniente da sua espremedura e da fermentação da uva. Na palavra de Deus o vinho é símbolo da alegria de viver; símbolo da plenitude da vida que Deus concede a todos os seus filhos e filhas que desejam estar na sua presença”










E continuou: “Pois bem meus irmãos e irmãs, esse é o motivo pelo qual nosso senhor Jesus Cristo instituiu o santo sacrifício da Eucaristia através das espécies do pão e do vinho que se transformam em corpo e sangue de Cristo. Por que não mais o ser humano precisaria sacrificar animais matar a carne vermelha para oferecer o culto agradável a Deus conforme nós podemos ouvir nas leituras que foram proclamados. De fato, de nada adiantava aos homens e mulheres da antiga aliança os sacrifícios de animais oferecidos em holocausto a Deus quando na verdade as suas vidas continuavam muito distantes da presença do Senhor”.  











E o vigário concluiu comentando a importância da festa para os fiéis. “Essa solenidade de Corpus Christi é precisamente a manifestação pública da Fé da Igreja em Jesus Cristo sacramentado, vivo e verdadeiro na Eucaristia! Mas de nada adiantará a transladação do Santíssimo Sacramento pelas ruas de nossa Campanha se o nosso coração não for sacrário vivo onde Cristo faz morada todos os dias! De nada adiantará a nossa adoração a Deus, de nada adiantará o nosso louvor que leva aos céus para adorar o Senhor, se não formos  capazes se dirigirmos aos semelhantes para manifestarmos a todos a bondade e a ternura de Deus Pai!  Jesus está verdadeiramente presente no pão e no vinho eucarísticos pelo mistério da transubstanciação: o pão se torna corpo e o vinho se torna sangue. A matéria aparentemente permanece a mesma mas a substância é outra: não é mais pão não é mais vinho mas é o corpo é o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo [...] Dessa forma queremos compreender o sentido último dessa celebração de Corpus Christi. É Jesus que passa em nosso meio para nos lembrar precisamente que ele sempre esteve presente entre nós, que ele jamais nos abandonou, que Ele continua a se doar sem cessar em cada Eucaristia da qual nós participamos”

A reportagem fotográfica completa na fam-page da paróquia no endereço: