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terça-feira, 16 de abril de 2019

Domingo de Ramos 2019



 “Quer saber o teu valor? Olhe para a cruz, você vale um Deus crucificado!” (Santo Agostinho)
Dom Pedro Cunha Cruz abre solenemente a Semana Santa com a Missa de Ramos e da Paixão do  Senhor em Campanha.



Iniciamos, hoje, a semana santa, recordando a entrada de Cristo em Jerusalém para celebrar a sua páscoa. Como o povo da antiga aliança que durante a festa das tendas levava ramos nas mãos, significando a esperança messiânica, renovamos a adesão ao Cristo, Senhor da história.


Na paróquia Santo Antônio, sé diocesana de Campanha, D. Pedro Cunha Cruz, presidiu solene missa pontifical na manhã deste domingo, 14 de abril, fazendo a abertura solene da Semana Santa. Concelebrou, o pároco, pe. Luzair Coelho de Abreu. Como prescreve o ritual, a celebração iniciou-se na Igreja Nossa Senhora das Dores, com a bênção de Ramos e logo em seguida, deu-se início a procissão com destino à Catedral. Nem a chuva, que não deu trégua durante todo domingo, afastou os fiéis da piedosa participação. A parte musical da celebração ficou a cargo do Coral Campanhense, na Igreja N. Sra. das Dores; Fanfarra Irmão Paulo, que animou a Procissão; e o Coral Catedral cantou a segunda parte da missa.

Domingo de Ramos – os dois momentos

O Domingo de Ramos marca o início da etapa final da caminhada da Quaresma. A entrada de jesus em Jerusalém, a partir do Monte das Oliveira, é a reta final de sua caminhada, desde que deixou a Galileia. É também o início do grande desfecho de sua missão. Como todo desfecho, a expectativa é grande: o que vai acontecer? Será que vai conseguir realizar seu sonho? Será que agora o reinado de Deus vai se concretizar? ...










Em Jerusalém, Jesus terá a sua grande decisão. Tudo fica intenso, tudo ganha importância a cada detalhe, cada segundo que passa se torna extremamente precioso. Apesar disso, os evangelhos nos apresentam um Jesus tranquilo, senhor de si, consciente de sua opção. O povo o aclama como rei, com honras messiânicas, com direito a cortejo de ramos e vestes formando um tapete para ele passar. Jesus assume a postura de rei humilde e manso anunciado pelos profetas, solidário ao povo simples, cuja montaria é o jumentinho, símbolo da submissão, do trabalho árduo e da pobreza. Ele não vem montado num cavalo, símbolo de nobreza, de senhorio, de autoridade e de força. Aceita o reconhecimento pela sua dignidade, pois não quer frustrar a expectativa do povo que esperava ansioso pelo seu messias, aquele que viria em onome do Senhor para libertar o povo da opressão e da miséria.



O relato da entrada de Jesus em Jerusalém e a bênção de Ramos é o primeiro momento da celebração de Domingo de Ramos – também chamado de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Esse primeiro momento é realizado em outra igreja ou local adequado, conforme preconiza o missal.


Os relatos da paixão são preciosos testemunhos que as comunidades cristãs primitivas transmitiram à futuras gerações. Eles constituem uma espécie de cerne do evangelho. Há quem diga que os evangelhos são relatos da paixão e morte de Jesus com uma longa introdução. Os relatos da paixão fazem parte do primeiro anúncio pascal e foram uma das primeiras partes das Escrituras a serem transmitidas e escritas. Ali as comunidades apostólicas procuravam responder a perguntas centrais que lhes eram apresentadas: se Jesus era bendito de Deus, por que teve de passar pela cruz, escândalo e maldição? Por que a morte do justo inocente e do profeta de Deus? Assim, não se constituem em simples relatos dos fatos dos últimos momentos de Jesus, mas, sobretudo, um anúncio da salvação contida neles. Lucas, o evangelhista lido neste ano, conta estes fatos como um discípulo que revive com ternura a história de seu mestre, colocando acento na grande humanidade, na não-violência, na generosidade e no espírito de perdão que conduziu Jesus neste momento.

A Homilia

Como é de praxe no domingo de Ramos, são feitas duas homilias na celebração. Na primeira, realizada na igreja das Dores, Dom Pedro destacou a importância da Semana Santa para os cristãos e como deve ser a participação do povo na procissão de Ramos.



Confira a íntegra da primeira homilia episcopal: “Queridos irmãos e irmãs em cristo percorremos esse itinerário de Jesus, no curso dessa Quaresma, como referência a ele mesmo entrando no deserto, nos ensinando, portanto, a vencer as ciladas do inimigo. Saiu fortalecido daqueles 40 dias, para a sua missão de instaurar e proclamar o Reino de Deus. Assim também nós chegamos hoje, a esta grande semana, a Semana Santa, tão esperada por todos nós. Ao fazermos memória litúrgica desses momentos derradeiros da vida de Jesus, nós também queremos mostrar nossa comunhão com ele. Ele que nasce na Galileia, vai ser julgado em Jerusalém e experimentar a sua paixão e morte. Por isso, hoje é chamado de Domingo de Ramos e da Paixão. Vamos entender o que significa essa paixão e morte de cruz, não somente na celebração do dia de hoje, mas também na próxima Sexta-feira da Paixão do Senhor.  Nós estamos aqui não só para erguermos os ramos e depois condenarmos Jesus, mas para erguermos esses ramos como sinais de sua vitória: sua paixão é já a vitória Dele e nossa! Por isso todos nós participaremos, já participamos aqui na terra desse momento glorioso de Jesus. E participaremos ainda de maneira definitiva!  Por isso nós vamos repetir esse gesto, não como o povo da antiga aliança, mas como o povo da nova aliança selada no sangue do cordeiro. Que possamos então perceber que já participamos da vitória de Cristo! E erguemos o nosso ramo: o ramo da vida, o ramo da vitória, o ramo da salvação. Que assim também nós vamos entrar com Jesus: ele entra para celebrar sua Páscoa, mesmo sendo condenado e elevado no alto da cruz. Que possamos repetir esse gesto de caminhar como povo de Deus, o novo povo, o povo da Nova Aliança que somos! E que possamos, então, proclamar essa mensagem da salvação, e experimentar vivenciar, experimentar os frutos dessa páscoa que Cristo Jesus trás para cada um de nós.”

A segunda homilia, está disponível no vídeo abaixo, ou pelo endereço https://youtu.be/vcccqG6BmWI



Campanha da Fraternidade
No Domingo de Ramos é realizada a Coleta da Fraternidade, o gesto concreto do jejum quaresmal. Após a celebração D. Pedro Cunha Cruz conversou com a equipe da PASCOM de Campanha sobre Campanha da Fraternidade e a destinação dos recursos que foram ofertados hoje pelos fiéis. Você confere, acessando o vídeo abaixo ou no link





A celebração vespertina
Tradicionalmente em Campanha, durante a celebração vespertina do Domingo de Ramos, é realizada a Procissão do Triunfo do Senhor. Se pela manhã, a chuva estava branda e não atrapalhou a participação dos fiéis, o mesmo não pôde ser aplicado para a tarde. A Procissão do Triunfo foi cancelada e a bênção e missa de ramos foi celebrada na Catedral Santo Antônio, presidida pelo pároco, Pe. Luzair.

A preparação para a Semana Santa
É um antigo costume da paróquia de Campanha, que também acontece em outras comunidades, realizar a meditação das Dores de Maria na semana que antecede a Semana Santa. Com início no dia 7 de abril, o Setenário em honra das Dores de Maria, em Campanha realizada na igreja a ela dedicada, prepara o fiel para vivenciar “uma prévia” daquilo que será experenciado na Semana Santa. O cristão que participa integralmente do Setenário, tem a possibilidade de fazer um ‘retiro preparatório’ para a Semana maior.


Reportagem fotográfica completa na fan page da paróquia

Não deixe de acompanhar as transmissões ao vivo pela fan page da paróquia e pelo nosso canal do Youtube: PASCOM Paróquia Santo Antônio. Todas as transmissões ao vivo realizadas em nossas mídias digitais tem o apoio de Brasil Like Telecom.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Paróquia Santo Antônio celebra a solenidade da Dedicação da Catedral



Dedicação da Catedral:
“Que alegria quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”

A comunidade da paróquia Santo Antônio em Campanha, celebrou na noite desta segunda-feira, dia 28 de janeiro, o aniversário de dedicação da Catedral diocesana. Presidiu a celebração o bispo diocesano D. Pedro Cunha Cruz; pe. Luzair Coelho de Abreu, pároco e chanceler do bispado concelebrou. O Coral Catedral participou com hinos apropriados à data.  

Celebrar a dedicação

A catedral de Campanha foi dedicada em 28 de janeiro de 1957 por Dom Inocêncio Engelke, ofm por ocasião dos seus 50 anos de sacerdócio. O saudoso monsenhor José do Patrocínio Lefol, em seu livro A Diocese de Campanha, afirmava que o templo em Campanha possuiu duas titularidades: Matriz de Santo Antônio (padroeiro paroquial) e Catedral Nossa Senhora do Carmo (padroeira diocesana).

A Igreja catedral é o símbolo vivo da unidade da Igreja Diocesana. Chama-se assim, porque nela está a cátedra do Bispo, de onde ele ensina e conduz, como Pastor, o povo que o Senhor lhe confiou. Para ela, que é o “altar maior” da Diocese, o Bispo congrega a Igreja Diocesana para a Eucaristia. Daí, a partir da Palavra e da Eucaristia, ele envia em missão, os sacerdotes, os religiosos e os leitos. Por isso, a Igreja recomenda aos fiéis que tenham amor e veneração para com a catedral. A celebração do aniversário de sua dedicação contribui para melhor realçar a importância e a dignidade da Igreja Particular.

Homilia episcopal

“Nós temos alegria de celebrar, não só fazendo uma menção histórica ao nosso segundo Bispo [D. Inocêncio, ofm], que nos deu alegria de dedicar essa igreja no ano de 57, poucos anos Antes de deixar a diocese, mas também pelo significado que se tem na Igreja universal. Celebrar a dedicação da catedral significa que existe uma igreja particular, além de uma igreja universal, no sentido que nós temos de uma igreja, centrada no mistério da sua ressurreição. Mas nós precisamos de uma igreja entendida como uma igreja visível, que somos nós os batizados. Significa, portanto, que ao celebrar a dedicação nós pertencemos especificamente a um território.  Onde o Bispo está também a Igreja!”  

“Nós temos uma imagem pré-figurativa que é exatamente a construção do Templo de Salomão. Ontem [domingo, 27 de janeiro, 3º. Domingo do Tempo Comum (Ano C)] nós vimos na Liturgia da Palavra no livro de Neemias que ressaltava a importância da ida do Povo ao templo. Jesus também foi ao templo de Jerusalém! Jesus ia ao templo pelo menos uma vez por ano, na ocasião da santa páscoa. [Conforme o evangelho de ontem] Ele foi na sinagoga de Nazaré como se fosse ao templo. O templo simbolizava a igreja mãe e a sinagoga, é como as paróquias que nós temos hoje, onde nós renovamos a nossa fé comungando da palavra de Deus. O sacerdote, tomando a palavra de Deus, reproduz a reproduz na vida dos fiéis.”

“Quando o povo de Israel vivia a deportação no início do sexto século antes de Cristo, na Babilônia, a dor maior para este povo, que era a de um povo religioso, não era simplesmente viver como escravo porque estavam fora de seu território, fora da sua casa, do seu espaço geográfico. O drama maior para o povo era saudade que ele tinha do templo. O templo era o lugar mais importante da vida do povo de Isarel.”

“O nosso coração se dirige para o templo. Infelizmente muitas pessoas ainda não entendem a vivência da fé na comunhão e participação na Igreja. É na comunidade onde nós nos entendemos como Igreja que é o corpo Místico de Cristo, formadas como de São Pedro, com pedras vivas que somos nós! O templo fica aqui ficará certamente por muitos anos, décadas, séculos. Mas o que brota de significado é que o templo somos nós: o  sacerdote realizando sua função como ministro ordenado, o sacerdócio ministerial, e os fiéis também participam, concelebrando desse mistério, com o sacerdócio comum. [...] Nós pertencemos ao meio, fazemos parte de uma comunidade. Celebrar essa dedicação significa é o presente de Deus para uma parcela do seu rebanho! Sempre quando dedico uma igreja, nas diversas comunidades, capelas, de nossa diocese eu digo isso: dedicar uma igreja é um presente de Deus para o seu povo!”

A homilia completa você pode acompanhar no link abaixo.



A diocese de Campanha

A Igreja Particular de Campanha é formada por 70 paróquias, distribuídas em 49 cidades e 2 distritos (Córrego do Ouro – distrito de Campos Gerais; Santana do Capivari – distrito de Pouso Alto).

Área: 15.420 km2
População: 837.992 habitantes

Santuários:
- Baependi - Reitoria episcopal Imaculada Conceição (túmulo da Beata Nhá chica);
- Distrito de Aparecida do Sul (município de Guapé) - N.S. Aparecida;
- Conceição das Pedras - Santuário Ecológico Santo Expedito da Pedra Branca;
- Cruzília - Santa Cruz;
- Itaci (município de Carmo do Rio Claro) - Bom Jesus dos Aflitos.

Seminários:
- Seminário Propedêutico São Pio X – Campanha;
- Seminário Filosófico N. Sra. das Dores – Campanha;
- Comunidade Teológica Senhora do Carmo – Pouso Alegre.

Capelania:
- Escola de Sargentos das Armas - Capelania São Sebastião (Três Corações)

Reportagem fotográfica completa você pode conferir acessando a fanpage da paróquia no link: https://www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Epifania do Senhor 2019

Solenidade da Epifania do Senhor
Dom Pedro Cunha Cruz preside santa missa na Catedral e envia os peregrinos da diocese para a Jornada Mundial da Juventude no Panamá



Dia 6 de janeiro, dia em que a igreja celebra a solenidade da Epifania do Senhor, o bispo diocesano Dom Pedro Cunha cruz presidiu missa solene na catedral Santo Antônio, em Campanha, concelebrada pelo pároco pe. Luzair Coelho de Abreu. Na ocasião, o bispo fez o envio solene dos jovens da diocese que irão participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na cidade/país do Panamá.



A Solenidade da Epifania do Senhor

Conforme prescreve o calendário litúrgico, a solenidade da Epifania do Senhor é celebrada, no Brasil, no domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro. Natal e Epifania são duas festas que celebram o mesmo Mistério. No prefácio da oração eucarística da Epifania rezamos: "Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade". Na oração sobre as oferendas da missa da noite de Natal rezamos: "Acolhei, ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o céu e a terra trocam seus dons, e dai-nos participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade". No Natal lembramos a manifestação do Senhor aos seus concidadãos, representados pelos pastores. Na Epifania voltamos nosso olhar para os outros povos e nações, representadas pelos magos. A Epifania é a revelação da ternura do Deus que deseja salvar a todos. Contudo, ele só será salvação se a comunidade se colocar em sintonia com a salvação que é oferecida a todos.

  
 


Por isso, a Igreja Católica do Oriente não celebra o dia 25 de dezembro como nós. Para eles, o mais importante é a Epifania. A troca de presentes, ceia e festividades acontece na Epifania e não no Natal.



Homilia
Em sua homilia, Dom Pedro Cunha Cruz explicou aos fiéis o sentido a solenidade, comentou sobre a figura dos magos e a simbologia dos presentes, dentre outros temas. A homilia completa você pode acompanhar no áudio.




“Quem eram os magos?  Não temos uma descrição Não sabemos a região geográfica de onde eles vieram. Mas o que é importante para nossa vida é que temos hoje a manifestação da salvação de Deus para todos os povos, raças, línguas e nações. Por isso somos chamados de católicos exatamente porque a semente do evangelho não pode encontrar uma barreira geográfica. Todas as raças são sintetizadas, portanto, nesses magos.”

“Epifania, do grego, significa manifestação. Mas o próprio apóstolo Paulo fala em revelação. Deus então vai se revelar para o povo na imagem tão bonita de Natal, festa da Luz. Hoje nós temos um pouco da Soledade de Natal; nós temos o povo que estava caminhando nas trevas que encontrou a luz. O povo que estava desanimado pelo distanciamento de Deus, agora encontra uma palavra dinâmica.”

“A estrela é um sinal messiânico. Representava o Rei Davi, que foi um rei Próspero para o povo de Israel. Então vive sua expectativa de alguém que vinha substituir Davi. E Jesus é um rei muito maior que Davi. A estrela também é um sinal do povo de Israel. Então eles [os magos] seguiram essa estrela para mostrar que este menino que estava na casa, na simplicidade, da sua família, é o ser que vai tomar conta do Povo de Deus.”

“Tanto o nascimento, como a paixão, a morte e ressurreição de Jesus são fatos de um mesmo mistério ligados, portanto, à mesma pessoa, que é a pessoa de Cristo Jesus. Por isso nós temos a Proclamação das datas importantes para que o cristão não viva o tempo como se fosse uma sucessão de minutos, horas, dias, anos. Nós cantamos no final da proclamação: Cristo ontem, hoje e sempre. O mesmo Cristo que nasceu, que foi visitado pelos Reis Magos, nós trazemos do passado para o presente.”
“Esses três presentes que Jesus recebe expressam a humanidade e divindade de Jesus simultaneamente [...].  Jesus recebendo ouro significa que ele tem a sua realeza reconhecida. Recebendo o incenso significa que ele tem a sua divindade reconhecida. Ele é o verbo encarnado e recebendo a mirra, que é um perfume usado para embalsamar os corpos, significa portanto que ele tem a sua humanidade; a sua humanidade plena reconhecida: ele é plenamente humano, ele é verdadeiramente Deus é verdadeiramente homem.”

Anúncio das solenidades e festas móveis do ano de 2019



Seguindo antiga tradição da Igreja, na solenidade da Epifania do Senhor, é feito o anúncio das solenidades e festas móveis do ano litúrgico. 2019 é ano litúrgico C, ano em que, prioritariamente é proclamado o evangelho de São Lucas aos domingos. Essa proclamação nos recorda que o centro de todo ano litúrgico e da vida cristã é o Tríduo Pascal, que culmina na páscoa do Senhor, esse ano, em 21 de abril. Como Epifania é manifestação, essa proclamação nos recorda a manifestação do senhor ao longo do tempo.

 

Irmãos caríssimos, a glória do Senhor manifestou-se, e sempre há de manifestar-se no meio de nós até a sua vinda no fim dos tempos. Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo recordamos e vivemos os mistérios da salvação. O centro de todo o ano litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo de Páscoa, este ano a 21 de abril. Em cada Domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte. Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico: as Cinzas, início da Quaresma, a 06 de março; a Ascenção do Senhor, a 02 de junho; Pentecostes, a 09 de junho; o Primeiro Domingo do Advento, a 01 de dezembro. Também nas festas da Santa Mãe de Deus, dos apóstolos, dos Santos e na comemoração dos Fieis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor. A Cristo, que era, que é e que há de vir, Senhor do tempo e da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos. - Amém

A tradição da Festa de Reis

Uma tradição popular, que foi tombada como patrimônio imaterial de Minas Gerais é a Folia de Reis. De origem portuguesa, teve inspiração na jornada dos magos até Belém. Pe. Edson Pereira de Oliveira, reitor do seminário N. Sra. das Dores, conversou com a equipe do blog sobre esse tradição. Pe. Edinho já foi tocador de Companhia de Reis e tem um apreço muito grande por esses grupos. Você pode conferir a entrevista no link:


Envio para a JMJ Panamá


Antes da bênção final, D. Pedro Cunha Cruz, convidou os jovens presentes, que irão representar a diocese na JMJ deste ano a se dirigirem à frente do presbitério. Abençoou e impôs cruz missionária a cada um deles. Ajoelhados, os jovens receberem o envio episcopal.
Os jovens que irão como peregrinos são:
André Filipe Lima Mercês
André Luiz Frade
Caroline Aparecida Domingues França
Diego Lello Faria
Felipe Bernardes dos Reis
Matheus Moreira Pissolatti
Matheus Viana Clepf
Priscila Silva Ximenes Machado




Os jovens partirão para o Panamá no dia 10 de janeiro próximo, quando participarão da Pré-Jornada. A JMJ acontece na cidade/país do Panamá na última semana do mês de Janeiro e envolverá todas as dioceses do país acolhedor bem como as dioceses da Costa Rica, país vizinho.



O santo Padre, papa Francisco estará presente. O serviço de imprensa do Vaticano, Vatican News, divulgou a agenda do papa para a JMJ Panamá 2019.




O Santo Padre partirá na quarta-feira, 23 de janeiro, às 9h35min locais, do aeroporto romano Fiumicino, com o avião A330 da companhia aérea Alitalia com destino ao aeroporto internacional Tocumen do Panamá, aonde deverá chegar por volta das 16h30 locais após percorrer 9.500 Km com duração da viagem prevista em 12h55. Após receber brevemente o acolhimento oficial, se transferirá imediatamente para a nunciatura apostólica.

Cerimônia de Boas-vindas
Na quinta-feira, 24 de janeiro, às 9h45 locais terá lugar, na entrada principal da Presidência da República – Palácio das Garças, a Cerimônia de Boas-vindas, seguida da visita de cortesia ao Presidente da República.

Às 10h40, no Palácio Bolívar – sede do Ministério das Relações Exteriores –, encontro com as Autoridades, com o Corpo Diplomático e com Representantes da sociedade civil, no qual proferirá seu primeiro discurso em terras panamenhas.

Cerimônia de Acolhimento e Abertura da JMJ
Em seguida, às 11h15, encontro com os bispos centro-americanos, na igreja de São Francisco de Assis, no qual fará um discurso ao episcopado.

Às 17h30 locais terá lugar no Campo Santa Maria la Antigua – Cinta Costera, a Cerimônia de Acolhimento e Abertura da JMJ, com discurso do Pontífice.

Liturgia penitencial com jovens reclusos
Na sexta-feira, 25 de janeiro, às 10h30, liturgia penitencial, com homilia do Santo Padre, celebrada com jovens reclusos do Centro Correcional de Menores Las Garças de Pacora, localidade situada a 46 Km de Cidade do Panamá.

Via-Sacra com os jovens da JMJ
Às 11h50, retorno de helicóptero à nunciatura apostólica. Na parte da tarde, às 17h30 locais, terá lugar no Campo Santa Marta la Antigua – Cinta Costera, a Via-Sacra com os jovens, com discurso do Papa Francisco.

Vigília com os jovens no Campo São João Paulo II
No sábado, 26 de janeiro, às 9h15, Santa Missa com homilia do Pontífice na dedicação do altar da Catedral-Basílica de Santa Maria la Antigua, celebrada com sacerdotes, consagrados e movimentos leigos. Às 12h15, almoço com os jovens no Seminário Maior São José. Às 18h30, Vigília com os jovens no Campo São João Paulo II – Metro Park, com discurso do Papa.

Missa conclusiva da JMJ
No domingo, 27 de janeiro, às 8h locais, Santa Missa com homilia de Francisco na celebração de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, no Campo São João Paulo II – Metro Park. Às 10h45, visita à Casa Lar do Bom Samaritano, na qual o Santo Padre fará um discurso.

Encontro com os voluntários da JMJ
Às 16h30, encontro com os voluntários da JMJ, no Estádio Rommel Fernández, no qual Francisco fará seu último discurso em terras panamenhas. Em seguida, às 18h locais, a breve cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional do Panamá.

Retorno ao Vaticano, chegada 28 de janeiro
Às 18h15 locais, partida de retorno para a Itália com o avião B787 da companhia aérea Avianca. Os 9.500 Km serão percorridos em 11h35, com chegada ao aeroporto romano Ciampino prevista para as 11h50 locais de segunda-feira, 28 de janeiro.

PASCOM/Paróquia Santo Antônio
(reportagem fotográfica complete você confere na fan page https://www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg/ )


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Missa da Noite de Natal 2018

Natal do Senhor: 
o hoje de Deus que se realiza na história




“O Mistério da Encarnação não uma ideia que os cristãos acreditam e divulgam pelo mundo afora. Nós cantamos o precônio Natalino para mostrar exatamente que Jesus se insere no tempo. Ele entra no mundo por meio de uma mulher,  dentro da história, dentro de uma etnia, dentro de um povo.” (Dom Pedro Cunha Cruz)


Sugerimos que você leia esta  matéria ao dom de Adeste Fidelis, interpretada pelo Coral Catedral. Basta clicar no link abaixo e continuar a leitura.


Na noite desta segunda-feira, grande númerode fiéis esteve presente na Catedral Santo Antônio para a celebração da solene missa da Noite de Natal. Este ano, a celebração foi presidida pelo bispo diocesano Dom Pedro Cunha Cruz e co-celebrada pelo vigário paroquia e reitor do seminário propedêutico São Pio X, Pe. Wendel de Oliveira Rezende. Animou a celebração o Coral Catedral, sempre presente nos momentos marcantes da paróquia. Participaram da celebração todos os Ministros da Sagrada Comunhão da Paróquia. 






O natal na paróquia Santo Antônio
Com é costume, a Paróquia Santo Antônio celebra as quatro liturgias propostas para o dia de natal. Às 19h, sob a presidência de Mons. José Hugo, foi celebrada a missa de Véspera. Às 21h, a missa da noite (Catedral e N. Sra. Aparecida – Ferreiras). Às 7h do dia 25, a missa da aurora. As demais celebrações utilizaram o formulário do Dia de Natal: 8h30min (São Sebastião e N. Sra. Aparecida – COHAB), 10h (Catedral e Vila Vicentina), 17h30min (N. Sra. do Rosário) e 19h (Catedral).


O sentido do natal
A solenidade do Natal, mais que uma comemoração do nascimento ou não do aniversário de Jesus – na verdade, ninguém sabe o dia em que ele nasceu -, é a celebração da manifestação de Deus em nossa humanidade, do “nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne” (conforme dirá o canto das Kalendas). Nela festejamos a salvação que entra definitivamente na história da gente, e que contemplamos no momento que nasceu em Belém, na visita dos pastores. O natal é uma festa que está profundamente enraizada na piedade da Igreja e na religiosidade popular, festejada expressivamente pela cultura ocidental, apesar dos abusos do consumismo, o Natal, não é a primeira ou a mais importante festa cristã – essa primazia cabe, sem sombra de dúvida, à festa da Páscoa -, encerra um denso simbolismo de vida e luz.

Sua origem remonta ao ano 300 d.C., quando a Igreja de Roma, vivendo numa cultura pagã que comemorava em 25 de dezembro a festa do sol vencedor ou do novo sol (festa do Solis Invictus), fez da data – início do alongamento dos dias, tempo de luz nova na natureza e novo ano solar – a celebração da vinda de Cristo, verdadeiro sol da justiça, que apareceu ao mundo depois uma longa noite.

Os pais e mães da Igreja chamavam o Natal de festa das luzes, talvez pela proximidade com a festa judaica do Hanucá, festa luminosa do povo de Israel. Inspirada pela leitura de Isaías, a liturgia da noite de Natal se apresenta como uma ocasião na qual Deus fez “resplandecer a claridade da verdadeira luz”.

A celebração
Na catedral Santo Antônio, a celebração presidida por D. Pedro, iniciou com o canto das Kalendas, após a acolhida presidencial.

As Kalendas, ou Precônio Natalino, não é um ritual obrigatório na liturgia da noite de natal. O texto original encontra-se no Martirológico Romano e foi resgatado por João Paulo II. O texto faz uma recapitulação de todos os fatos importantes do povo de Isarel que precederam o nascimento de Jesus. O nome Kalendas faz referência ao início do texto, em sua versão em latim: “Octavo Kalendas Ianuarii”. Na tradição romana, o primeiro dia do mês era chamado de “kalendas” dpao mês. Assim, os dias próximos às kalendas eram contados em referência a elas. Por isso o dia 25 de dezembro é chamado assim: o oitavo dia antes das kalendas de janeiro. O texto em português, que se encontra no Diretório Litúrgico da CNBB, omitiu estas primeiras duas frases, iniciando diretamente com a menção dos grandes acontecimentos da história de Israel em sua relação com o nascimento de Cristo segundo a carne: criação, dilúvio, nascimento de Abraão, êxodo, olimpíadas, dominação romana, ...

Após as kalendas, D. Pedro descobriu a imagem do Menino Jesus, procedeu-se a incensação e o Hino de Louvor. O Coral Catedral utilizou para o momento uma adaptação do Hino de Louvor que utiliza da melodia tradicional francesa com a letra aprovada pela CNBB.

Ao final da celebração, formou-se uma procissão em direção ao presépio. O bispo tomou a imagem do Menino Jesus e depositou-a no presépio.


A Homilia


Sobre a primeira leitura da missa, retirada do livro do profeta Isaías: “O profeta recorda essa dinâmica de trevas e luz para mostrar não a importância das trevas. O profeta valoriza mais a importância da luz.  O pecado foi trevas. O amor de Deus nos religou, e Ele não se deteve nesse drama do pecado, que foi para o povo uma verdadeira escuridão. Deus transforma essa escuridão, esse distanciamento do seu povo, a ruptura da aliança, e traz o sinal de alegria e renovação que é o nascimento do menino. O Menino é a concretização do que o próprio Isaías no sétimo capítulo nos escreve: ‘Eis que a virgem concebera e dará à luz um menino. Ela porá o nome de Emanuel, Deus-conosco’.”

Sobre o Salmo responsorial: “Por isso nós cantamos o Salmo 95 que toda criação exulta de alegria por esse hoje: ‘Hoje nasceu para nos o salvador, que é Cristo o Senhor’. É Deus que entra no hoje da nossa vida! A liturgia tem esse poder de trazer o fato do passado para o presente! Não simplesmente como uma recordação mas como uma celebração ativa. O mistério do natal se faz presente no mistério da eucaristia”.

“A segunda leitura, tirada da carta de São Paulo a Tito, lembra que acolher a salvação trazida por Jesus significa portanto renunciar aos valores do mundo e assumir a proposta do menino de Belém. É essa vida nova, cantada no Salmo 95.”  
“E aí estamos portanto diante da beleza, da grandeza do Santo evangelho desta noite, onde ele vai nos narrar o fato anunciado pelos profetas e aguardado pelo povo de Deus: o nascimento de Jesus menino. [...] a força desse Deus se manifesta na fragilidade da ternura na simplicidade de uma criança recém-nascida. Deus escolhe sempre a lógica do contrário para manifestar a sua grandeza e sua força, por isso só os humildes e simples poderão acolher esse sinal de Deus. Os poderosos estão esperando, talvez, um rei mais exuberante do que Herodes ou do que o próprio Rei Davi. Mas Deus não escolheu esse caminho! [...] A boa notícia enche de felicidade os pobres, os fracos, os marginalizados, representados pelos pastores. Mês passado alguns padres da diocese e eu tivemos a alegria de estar em Belém e visitar a Gruta dos Pastores. Maria e José percorreram em torno de 150 km para que Jesus pudesse nascer em uma manjedoura, um lugar simples e humilde. Portanto o sinal sacramental de Deus encontrado pelos pastores é o verbo que se fez carne. Quem  será esse menino que é anunciado pelos anjos com tanta alegria? [...]”


Dom Pedro encerrou sua homilia citando os sermões de Santo Agostinho e São Leão Magno.
“Desperta, ó homem: por tua causa Deus se fez homem. Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá (Ef 5,14). Por tua causa, repito, Deus se fez homem. Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te.” (Santo Agostinho, sermão 185, Ofício de Leituras do dia 24 de dezembro)

“Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque nosso senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida.” (São Leão Magno, 1º sermão de natal, Ofício de Leituras do dia 25 de dezembro)





Você pode conferir a íntegra da homilia de D. Pedro Cunha Cruz, acessando o áudio abaixo.






Menagem natalina
Ao fim da celebração, Dom Pedro fez questão de deixar uma mensagem natalina a todos os internautas. 




Kalendas
Se você não conhece a íntegra do canto das Kalendas, ou Precônio Natalino, ou ainda Anúncio do Natal, transcrevemos abaixo o texto da versão recomendada no Diretório Litúrgico da CNBB.

Transcorridos inumeráveis séculos da criação do mundo, desde que Deus, no princípio, criou o céu e a terra e formou o ser humano à sua imagem. Transcorridos também muitos séculos desde que o Altíssimo, passado o dilúvio, pôs um arco nas nuvens, sinal de aliança e de paz. No século vigésimo primeiro da migração de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus; no século décimo terceiro da saída do povo de Israel do Egito, conduzido por Moisés; cerca de mil anos da unção de Davi como rei; na sexagésima quinta semana, conforme a profecia de Daniel; na centésima nonagésima quarta Olimpíada; no setingentésimo quinquagésimo segundo ano da fundação de Roma; no quadragésimo segundo ano do império de Otaviano Augusto; estando todo o mundo em paz, JESUS CRISTO, ETERNO DEUS E FILHO DO ETERNO PAI, querendo consagrar o mundo com sua piedosíssima vinda, pelo Espírito Santo concebido, passados nove meses da concepção, em Belém da Judeia nasce, da Virgem Maria, feito homem. Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo a carne!




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