Segunda-feira Santa:
fiéis de Campanha meditam a prisão do Senhor
A fé e a tradição em Campanha
Já é tradição em Campanha as
procissões e sermões na Semana Santa que antecedem o Tríduo Pascal. A cada dia
é meditado um mistério da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esses ofícios
não são parte constante na liturgia oficial. São elementos que foram incorporados
na tradição de nosso povo. Especialmente em Minas Gerais, esses ofícios fazem
parte das celebrações da Semana Santa. Essas tradições têm origem no
catolicismo implantado no Brasil Colônia pelos portugueses. Diferente de outras
partes da Europa, o catolicismo desenvolvido na Península Ibérica preza muito
grandes procissões e teatralizações.
Em nosso estado, sobretudo nas
cidades históricas, é muito presente esse costume das procissões e sermões.
Cada cidade tem uma configuração diferente. Em São João del Rei, por exemplo, as
procissões do Encontro e do Depósito são realizadas durante a quaresma. Em
outras cidades, primeiro é realizado o Sermão das Dores de Maria, e, no dia
seguinte, o Sermão do Encontro.
Se observarmos a liturgia
proposta para esses dias, as leituras para meditação nas missas não têm uma
ligação direta o tema das procissões.
A liturgia da missa
Durante os dias que antecedem o
tríduo pascal, a liturgia das celebrações proporciona aos fiéis, a meditação
sobre os momentos finais de Jesus antes de sua prisão. As três leituras que são
proclamadas (segunda, terça e quarta-feira) oferece a possibilidade de cada
fiel meditar sobre a figura do Servo de Javé. As leituras são retiradas do
livro do profeta Isaías e apresentam os três cânticos do Servo do Senhor (Is
42, 1-7; Is 49, 1-6; Is 50, 4-9a). Perante a figura do Servo de Javé, todos os
nossos esquemas se deterioram. Tal reflexão leva o cristão a perceber a
limitação humana, incapaz de compreender os planos de Deus e da completa participação
neles. A salvação nunca será obra do homem, mas dom gratuito.

O evangelho (Jo 12, 1-11)
proclamado foi a narrativa onde Jesus, na casa de Marta, Maria e Lázaro, tem
seus pés ungidos com perfume e enxugados pelos cabelos de Maria. O gesto de Maria
é a expressão de uma fé e de uma mor profundo que sacrifica a Deus tudo o que
há de mais precioso.
O Sermão do Depósito
O pregador da noite foi o pároco
Pe. Luzair Coelho de Abreu. Em sua meditação, pe. Luzair fez um resgate dos
momentos que antecederam a prisão de Jesus. O sermão foi realizado no interior
da Igreja N. Sra. das Dores, pois havia o receio que a chuva atrapalhasse a
participação dos fiéis.


Coral Campanhense
Durante a saída da procissão da Catedral e durante o momento de veneração da
imagem do Senhor dos Passos pelos fiéis, o Coral Campanhense executa o
“Miserere”. Após o miserere, são executados os Motetos de Passos e de Dores (ambos
de autoria de Manoel Dias de Oliveira)
Miserere mei Deus
secundum magnam misericordiam tuam
(Tem piedade/compaixão
de mim, ó Deus, segundo a tua grande a tua misericórdia)
Você confere a reportagem fotográfica completa na fan page da paróquia no endereço: https://www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg/













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