Terça-feira Santa em Campanha:
Fiéis divididos em duas procissões meditam sobre o
encontro de Maria com Jesus a caminho do Calvário
A terça-feira santa é um momento de
muita é piedade para os fieis que participam da Semana Santa na vetusta cidade
de Campanha. Tradicionalmente, na terça-feira santa é realizada a missa, sermão
e procissão do encontro. Concomitantemente são celebradas duas missas em templos
distintos.
Os homens reúnem-se na igreja
Nossa Senhora das Dores e, após a missa, conduzem em procissão o andor com a
imagem do Senhor dos Passos. As mulheres participam da missa na Catedral Santo Antônio
e conduzem a imagem de N. Sra. das Dores. A celebração na igreja das Dores foi
presidida pelo vigário paroquial e reitor do Seminário Propedêutico São Pio X,
Pe. Wendel de Oliveira Rezende e concelebrada pelo frei carmelita Marcos Vinícius
Andrade Santo, que está auxiliando os sacerdotes aqui na paróquia durante esta
semana. A missa da catedral foi presidida pelo pe. Bruno César Dias Graciano,
pároco da paróquia São Lourenço e concelebrada pelo pároco, Pe. Luzair Coelho
de Abreu.
A liturgia da missa
Como já mencionamos neste blog,
as leituras propostas para meditação durante as missas da Semana Senta,
sobretudo nesses dias que antecedem o Tríduo Pascal, propõem uma reflexão sobre
os últimos momentos de Jesus antes de sua Paixão. A leitura ontem foi do
profeta Isaías e apresentou o segundo cântico do Servo de Javé [Is 49, 1-6]. Já
o Evangelho [Jo 13,21-33.36-38] apresentou uma das cenas da Ceia do Senhor,
quando Jesus anuncia a traição de Judas. É importante ressaltar também que a
liturgia proposta para esses dias não está diretamente relacionada com o tema
das procissões e sermões que são realizados.
SPQR
Durante as procissões da Semana Santa
em nossa paróquia, é sempre presente um grande estandarte com as iniciais SPQR.
SPQR é um acrônimo para a frase
latina Senatus Populusque Romanus (SENATVSPOPVLVSQVEROMANVS),
que pode ser traduzida como “O Senado e o Povo Romano”. Essa frase foi
utilizada nos estandartes dos exércitos romanos. Também era o nome oficial do
Império Romano. Uma curiosidade: até hoje o ‘SPQR’ continua presente no brasão
da cidade de Roma e em muitos edifícios públicos e privados.
O início do uso deste emblema é
ainda desconhecido, embora provavelmente esta insígnia foi usada pelas tropas
romanas que acompanharam Jesus no caminho do Calvário e, portanto, é fixado no
momento em que ocorre os eventos da paixão.
Os motetos
Durante a procissão, o coral
Campanhense executa dos tradicionais motetos. O moteto é um canto composto para
ser executado por várias vozes (baixo, tenor, contralto, soprano) e teve origem
na idade média, por volta do século XIII. Na Semana Santa, os motetos são
executados na rua, acompanhados por uma pequena orquestra de cordas, e eles
apresentam uma frase bíblica que retrata um momento da via sacra.
Na terça-feira santa, são
cantados os Motetos de Passos compostos por Manoel Dias de Oliveira. Acredita-se
que o compositor tenha nascido em São José del-Rey (atual Tiradentes), por
volta de 1735, onde permaneceu a vida inteira, embora também tenha assumido
compromissos na cidade vizinha de São João del-Rey. Atuava principalmente como
compositor, regente e professor de música, com registros nos livros de receita
e despesas de muitas irmandades da região a partir de 1769, embora tenha se
comprometido desde 1762 a "assistir com música a todas as
solenidades" da Irmandade da Caridade, assim remindo-se do pagamento dos
anuais da confraria. Também exerceu a função de calígrafo, sendo de sua autoria
diversos livros de compromisso de irmandades de São José del-Rey bem como de
São João del-Rey. Com o passar do tempo suas obras se espalharam por várias
cidades, principalmente no Sul de Minas Gerais, e continuam sendo executadas
anualmente em muitas delas, especialmente na Semana Santa. Além de Campanha,
ainda ouve-se a música do compositor em Ouro Preto, Prados, Tiradantes, São
João del-Rey, Pitangui entre outas localidades.
Exeamus ergo ad eum
extra castra, improperium ejus portantes.
Saimos, portanto, ao seu encontro fora do acampamento, carregando a sua
humilhação
Pegaram Cimão Cirineu, para que carregasse a sua cruz.
Filiae Jerusalem,
nolite flere super me, sed super vos et filios vestros.
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas por vós mesmas e por
vossos filhos.
O vos omnes qui transitis per viam, attendite et
videre si est dolor sicut dolor meus.
A vós todos que passeis pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante
à minha.
O Sermão
O pregador da noite foi o pároco
da paróquia São Lourenço mártir, em São Lourenço, Pe. Bruno César Dias
Graciano. Você acompanha abaixo o sermão por ele proferido. Tão logo seja
disponibilizado, divulgaremos o vídeo do sermão na fan page da paróquia no Facebook.
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Reverendíssimos
sacerdotes,
Religiosas,
Irmãos
e irmãs,
O poema de Cecília Meireles que
acabamos de ouvir emoldura esta cena que agora os nossos olhos contemplam. A
nossa visão parece nos trair. Nós o conhecemos das passagens belas, dos
encontros transformadores, das curas, dos milagres, nós o vimos andando pelos
trigais, pregando no templo, visitando a casa de amigos, nós o vimos cheio de
vigor expulsando os vendedores que profanavam o templo, nós o vimos em
constante movimento. Ei-Lo, agora, parado, inerte, frio... Que dizem os seus
olhos? Que palavra pronunciam os seus lábios? Que expressão sua face produz?
Nele só vemos dor, sofrimento,
silêncio, resignação. Nele vemos solidão... Onde estão os que foram curados por
Ele? Não da nem pra contar o número dos que foram beneficiados pelo seu
toque... Onde estão os que ouviram suas palavras e tiveram mudadas suas vidas?
Onde estão os que foram reanimados? Onde está quem possa dar um testemunho
favorável a seu respeito, a fim de libertá-lo desta dura consequência do amor e
ternura que manifestou a todos indiscriminadamente? Nem uma palavra a seu
favor? Onde estão os seus amigos? Amigos... Será que Jesus teve amigos? Será
que eles não eram apenas usurpadores que estavam à sua volta para sugar Dele
aquilo que Ele poderia lhes oferecer? Meu Deus, porque ninguém se manifesta? Um
grito, um sinal, um sussurro...
Onde estão os amigos? Eles que
são bálsamo que alivia as dores, porto seguro para as horas incertas, refúgio
para as tribulações... Onde estão aqueles com quem Jesus partilhou os seus
mistérios, os seus segredos? Aos amigos estão vedados os protocolos... Eles não
precisam de regras, basta estar perto, basta um olhar e a comunicação se faz,
basta a presença... Bastaria vê-los de longe... Mas, eles se foram, fugiram,
deixaram o Mestre. Houve quem garantisse: mesmo que os outros se dispersem, eu
não o deixarei. Palavra dura esta de Pedro, pois Jesus sabia muito bem que ele
o negaria três vezes, antes que o galo por duas vezes cantasse... Eu não o
conheço! Como não, Pedro? Quantas vezes os teus olhos foram surpreendidos pelo
olhar Dele? Os teus ouvidos visitados pela suavidade firme de sua voz? Quantas
vezes Ele o abraçou? Já te esqueceste? Tão rápido assim? Bem se vê de que barro
és feito... a mesma volubilidade daqueles que acolheram Jesus na entrada de
Jerusalém, com ramos e mantos, hosanas e benditos, e, depois gritaram
crucifica-o, notam-se em ti. És fraco, inconstante, sem raiz, folha seca ao
vento...
É, Jesus, foste traído! Que dor
a traição! Quem por ela já passou sabe das suas feridas, conhece a força
destrutiva! E o senhor não fora traído por alguém que conheceste ontem... O
senhor foi traído por um amigo. Se fosse um inimigo que conspirasse, a dor não
seria tão grande, mas um amigo... Já bem disse o salmo 55: “ Se um inimigo me
insultasse, eu poderia suportar, se meu adversário se elevasse contra mim, eu
me esconderia dele, mas és tu meu amigo, meu confidente, a quem me unia numa
doce intimidade na casa de Deus...”
Ah, Judas! Não percebeste o
olhar de Jesus durante a ceia? Se pudesses conhecerias o seu sentimento e
lerias os seus pensamentos: Nós tínhamos uma doce amizade, meu amigo, meu
Judas! Caminhávamos alegres... Acreditavas em mim, deixaste tantas coisas para
seguir-me.
Que dor ser traído por quem está
perto... Se fosse um outro... Mas és meu companheiro, meu amigo, tu me
conheces, eu contei meus segredos para ti, entraste na minha intimidade, no
sacrário inviolável onde não tem acesso qualquer pessoa... Uma doce amizade nos
unia. Eu não podia esperar um golpe tão duro... Quem me trai, diz Jesus, é
aquele que põe comigo a mão no prato, assenta comigo à mesa.
Esposos traídos... esposas
traídas... pais traídos... filhos traídos. Você que foi traído assim, que
esperou tudo de alguém, menos o golpe da traição e que tem uma ferida grande em
seu coração, o senhor diz que tem um remédio que precisa ser tomado por você,
pois não vale a pena consumir-se desta forma. Desejos de vingança, falta de
perdão, ressentimentos... São o veneno que bebemos a cada dia e vamos sofrendo
as consequências de bebê-lo: vamos morrendo. Quanta gente está morrendo,
agonizando, tendo dentro de si verdadeiros cemitérios, em cujas sepulturas
estão encerrados maridos que não foram fiéis, esposas que traíram, pais que não
agiram corretamente com os filhos, filhos que decepcionaram os seus pais,
amigos que desentrelaçaram as mãos... Ter sido traído fez de você uma pessoa
ansiosa, insegura, parece que não consegue acreditar em ninguém. Ate adoeceu.
Entrega a Deus a sua angustia, a sua ansiedade e ele vai ser o seu apoio.
Precisamos contar mais com Deus.
Quanto atraso ao nos determos olhando para o que deu errado. Traiu a minha
confiança, tirou-me daquele serviço, aquela pessoa nem liga para mim. É preciso
fazer o exercício do perdão... o perdão começa por uma decisão, certa,
consciente, firme: eu quero perdoar. Nem sempre eu tenho força, então posso
pedir a Jesus que me ensine, Ele que foi capaz de passar por cima da maior de
todas as traições.
Nós costumamos excluir as
pessoas, quando elas não agem da maneira como gostaríamos. Colocamos na
geladeira. Jesus não fez isso. Mesmo diante da possibilidade da traição, Jesus
não recuou no amor. Jesus sabia o que ia acontecer, e mesmo assim ele acreditou
em Judas até o ultimo momento. Não deixou de acreditar. Ah, se os esposos
acreditassem nos seus matrimônios... Muitos daqueles que acabaram não teriam
acabado. Jesus foi amigo do seu traidor. Pois queria salvá-lo. Você que ama
tanto a pessoa que lhe traiu, que sacrifício você seria capaz de fazer. Jesus
olhando para aquele que estava maquinando contra Ele, longe, com o pensamento
distante, não xinga, não briga, mas demonstrou afeto: pegou o pão, molhou no
vinho e deu-o a Judas. Demonstrou afeto. Quanta mãe faz isso. Mesmo quando o
filho está afastado. Jesus queria tirar Judas do mal caminho, mas só tinha como
via o amor, o afeto. Excluir não é a solução.
Mas, persistindo a insistência de Judas, Jesus o libera
para fazer o que queria. O filho do homem foi entregue. Um preço foi combinado:
30 moedas de prata. Dez vezes menos que o valor do perfume que Madalena havia
derramado aos pés do Senhor, e o próprio Judas havia criticado severamente.
Quanto vale a vida? Quanto vale a vida do Filho de Deus?
Saindo da ceia, Judas foi atrás dos que estavam ansiosos
por calar Jesus. O que os movia? Jesus era uma forte ameaça. Ameaça aos
poderosos, por estar ao lado dos fracos. Uma questão religiosa? Política? Não,
muito mais que isso, tratava-se do cumprimento das Escrituras.
É claro que aquele momento não foi fácil para Jesus, pois
a sua humanidade sofria profundamente, uma dor absurda e atroz. Se possível,
livra-me Pai. Entretanto, foi para isso que eu vim. Faça-se a vossa santíssima
vontade. Rezando no Jardim das Oliveiras, Jesus chegou a suar sangue, tão
grande foi a angustia e o sofrimento interior. Mas o Pai não lhe faltou... Eu o
glorifiquei e o glorificarei... Jesus não sofre sozinho. O pai é seu
auxiliador. Como também o é para nós. Muitas vezes sentimo-nos sozinhos e
chegamos a perguntar: onde está Deus?” as dores não nos deixam vê-lo, ouví-lo,
senti-lo... mas Ele está ao nosso lado. Esta conosco, fiel, mesmo diante de
nossas infidelidades.
É chegado o momento. O traidor se aproxima. Traz consigo
soldados, armados com espadas e paus, buscam um criminoso. Ele não é preso, Ele
se oferece para ser levado.
E Jesus se entrega. Ele aceitou o sofrimento e não
recuou, não fugiu e não culpou ninguém, pois aquilo tudo que estava para
acontecer era o grande sinal do amor, a visualização diante de cada olhar e
coração. Judas traiu Jesus, pois sentiu-se traído por Ele. Judas esperava um
Rei poderoso, que assumiria o poder à força em Israel, mas Jesus entra na
cidade santa montado num jumentinho, animal usado para o serviço. Jesus está
disposto a realizar este grande serviço em favor da humanidade: oferecer a sua
vida, mesmo que muito se fechem e não queiram experimentar o dom que Ele
oferece. Pois quer ser fiel ao Pai até às ultimas consequências.
Ei-Lo, agora, parado, inerte, frio... Que dizem os seus
olhos? Que palavra pronunciam os seus lábios? Que expressão sua face produz?
Seu silêncio é um grito de amor. Amor que é gratuito e generoso. Não escolhe a
quem se dirigir, não quer saber se seus destinatários são merecedores ou não.
Seus olhos nos dizem: Amei até o fim. Em sua face contemplamos a serenidade que
só pode vir do amor, que leva a perdoar e compreender as razões de cada pessoa,
mesmo de quem trai.
Ah, nem as torrentes das grandes águas, conseguirão
apagar este amor, pois suas chamas são fogo ardente, mais do que a morte, é
forte este amor. A morte nada representa diante do amor.
Após a prisão, o Senhor foi condenado a morrer
crucificado... Morte vergonhosa, humilhante... maldito o que sobe no madeiro...
E Ele, o Santo dos Santos por amor a nós se submete, como cordeiro que sobe
para o sacrifício Ele vai... leva a cruz às costas. Caminho longo, doloroso,
mas Ele o aceita. Não será fácil chegar até o Calvário, mas Jesus não recua.
Manto de Rei, coroa de espinhos, quanta ironia dos que o odiavam. Cruz às
costas. Ninguém podia imaginar com que amor Ele abraçava aquele sofrimento,
aquela cruz.
Jesus está cercado pelos malfeitores. Todos os amigos
fugiram dele. E Ele foi ao encontro de todos. Será que não há quem o queira
ajudar? Será que não aparecerá ninguém para o consolar? Será que Ele não merece
que a Samaritana lhe venha dar de beber, Ele que lhe deu a água da vida,
preencheu seu coração e nele fez jorrar uma fonte? Será que Ele não merece que
a hemorroisa ou a viúva de nain com seu filho reanimado surjam ali naquele
caminho para um simples gesto de gratidão? O leproso? O cego? Os paralíticos?
Os que estavam endemoninhados? Os que foram alimentados quando Ele multiplicou
os pães e os peixes? Onde estão todos? Ah, o medo é maior que a gratidão!
Aparecer agora pode ser uma sentença certa: morrer junto...
Mas há alguém que não tem medo de morrer com Ele. Aliás,
cada passo de Jesus em direção ao Calvário acentua também o sofrimento desta
mulher, a sua Mãe, Maria. No caminho doloroso, quando todos fogem, ela se
aproxima. (as imagens se aproximam) Ela não vem como curiosa, não vem como mera
expectadora daquele cruel e doloroso espetáculo... Em meio às barbaridades
feitas pelos algozes, às palavras de escárnio e deboche, em meio às
humilhações, ela rompe o que era determinado, fura a barreira daqueles bárbaros
e se aproxima de Jesus. Quer retira dos seus ombros a cruz pesada, quer curar
suas feridas...
Ah, Maria, quanta diferença... Lembra quando Ele era
pequeno? Tinhas o senhor nos braços, podias aliviar suas dores quando caia em
meio a uma brincadeira e outra... Bastava um beijinho de mãe para aliviar e
fazer o filho esquecer a dor do machucado. Agora Ele é todo chaga, seu corpo
está desfigurado. Como conseguiram fazer isso com Jesus? Maria, queres retirar
Dele a cruz, assumir o lugar de Jesus, terminar de levar a cruz até o calvário,
ser pregada com Ele, dividir com filho esta dor. Mas isso não será possível. Desejas
falar com Ele... Mas isso não será possível. Basta o olhar. E o teu olhar grita
para Jesus: Eu estou aqui! A mãe não precisa falar, não precisa fazer, basta
estar perto. Que alento, que ânimo para Jesus. Que consolação! Num olhar, a
mais bela expressão de amor que já se viu... a mãe sabe a dor do filho, pois é
a sua própria dor acentuada e elevada a infinita potencia. Ninguém saberá dizer
com tão grande propriedade o que Jesus sofreu, senão Maria, que com Ele
padeceu. Espada dolorosa, disse Simeão! A senhora já esperava por esse momento, mas quando
chegou, viu que não se compara em nada ao esperado... a dor dilacera teu
coração.
Que belo este encontro! Nosso coração se comove por
contemplar esta cena... Mas a fúria de um soldado interrompe a ternura deste
momento. Com violência retira Maria... E Jesus precisa continuar. De agora em
diante Ele não vai mais sozinho. Ela irá com Ele. Estará com Ele até o fim. E
nós que vimos tudo isto acontecer, temos duas opções: voltar para nossas casas,
para nossas vidas, nossos afazeres e preocupações de cada dia, ou caminhar com
Jesus e Maria até o Calvario. Se optarmos por ir com Eles, saibamos que não
iniciaremos um caminho fácil. Iniciamos um caminho de dor e sofrimento, um
caminho em que poderemos provar a doçura da cruz, abraçando-a com a força do
amor, em que não nos faltará jamais a graça de Jesus encorajando-nos a não
desistir e o olhar terno de Maria para nos consolar, a fim de, pelos caminhos
do mundo, levarmos com triunfo a nossa cruz de cada.
A reportagem fotográfica completa você pode acompanhar na fan page da paróquia no Facebook: https://www.facebook.com/paroquiasantoantonio.campanhamg/. Pela fan page você pode acompanhar também as transmissões ao vivo dos principais ofícios litúrgicos.







































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